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Todos os anos o Chrysler Clube do Brasil organiza um belo passeio-almoço de fim de ano e pela terceira vez, este almoço foi precedido por uma visita ao Museu do Dodge, projeto idealizado e construído pelo sócio, chrysler maníaco, piston-head, gente finíssima Alexandre Badolato.
vista do galpão principal, Badolato à direita e Paulinho mecânico à esquerda
Apesar de ser a terceira visita oficial do clube ao museu, eu perdi as duas primeiras, minhas gêmeas estão com 3 anos e meio e os passeios de Dodge deram uma rareada, mas isso vem se regularizando com o passar do tempo!
estacionamento exclusivo "penta star"
Tudo isso para dizer que eu estava com um tesão da porra muita ansiedade para visitar o tão famoso templo mopariano. Acompanho essa idéia, o blog, as fotos, os relatos dos amigos desde que conheci o Badola e entrei para o clube, data que coincide com a compra do meu primeiro Dodge, em 2002. Na véspera da viagem mal dormi de nervosismo e cheguei a sonhar com a visita! Pode isso Arnaldo?
Dodge e estrada combina
Acordei bem cedinho, liguei o Dodge e deixei esquentar, fui pegar sei lá o que na Journey, que fica em uma vaga próxima, e vi um liquido transparente escorrer no chão. "Jesus Chrysler" será que furou o radiador? Desliguei o carro, o inconfundível cheiro de gasolina "podium" tomou o ambiente, mas ao abrir o capô constatei que o vazamento era de combustível e não do sistema arrefecimento. Tudo estava intacto e aparentemente algum cisco na agulha fez o sistema cuspir o combustível para fora sem afogar o carro. Não quis arriscar, sequei, limpei tudo e fechei o Dodge. Não foi desta fez que o R/T 76 visitaria seus irmãos e primos.
on board Bel Air, R/T 72 no detalhe
Por sorte eu havia combinado de ir junto com um amigo, o Tico, que antes de amigo era meu mecânico. Detalhe, veio me buscar meu seu belíssimo Chevy Bel Air 1955 equipado com belo motor V8 350, preparado na medida para andar forte e liso. Com certeza será objeto de um post qualquer dia destes.
carinha de vovô, mas possui motor e câmbio de camaro
Alguns podem dizer, mas foste ao Museu do Dodge de Chevy? Sim, pelo menos fui e de carro antigo! Aliás no museu havia, cobertos por grossas capas pretas, dois Pontiacs Trans-Am Firebirds, um Olds e um Opala. Logo o cinquentão não estava tão deslocado assim. São coisas do destino. Não tem nenhum R/T 76 pronto no Museu, vai que o Monterrey resolve ficar por lá??? Melhor ter deixado ela em casa!
Bel Air 1955
visual clean, foram retiradas as bananinhas do parachoque e o avião do capô
A carreata de V8s foi bem bacana e visita superou toda e qualquer expectativa. A começar pela preparação do local. O Alexandre, o Paulinho e resto do time foram na quinta-feira arrumar os carros para nos receberem. São Pedro ajudou e mandou outro belo dia de sol, já escrevi em outros posts que ele é dodgeiro.
concentração para a carreata
lindo R/T 78
R/T 1975
R/T 1975 na desejada cor amarelo montego
brutal Charger americano
Dart 1977 mais novo que conheço
Não dá nem para descrever o que tem por lá, assim vou deixar comentários nas legendas das principais fotos. Logo na entrada foram dispostas muitas novidades, como o par de Chargers LS e R/T 73, dois Chargers vermelho xavante 1971 e 1972 respectivamente, 4 pick-ups incríveis D100 americana e outra nacional, pequena Dodge 100 1966 e uma Dodge australiana Hemi 6 com volante do lado direito.
no destaque Charger R/T 1973
E mais, pense num Dodge raro, por exemplo o mítico R/T 71 amarelo boreal, esse mesmo que estrelou o filme do Roberto Carlos a 300 Km/h. Realizou? Lá tem 3, sendo um deles survival, ou seja não foi restaurado, um sobrevivente! Já viu uma mosca branca de olho azul, digo um R/T 80? Lá tem 2, um prata e outro azul! E o último Dodge que saiu da linha de montagem, já com plaqueta VW Caminhões? Está lá! Lindo Dart preto 1981, carro que foi achado fazendo shows pirotécnicos em um circo em Brasília.
Charger R/T 71 vermelho xavante
R/T 1980 e sua roda de liga-leve
Hemi-6 australiano
little red wagon
little red wagon e seu V8 entre os bancos dianteiros
fila de raros R/Ts 71
last edition - Dart 1981
Após da visita, mais carreata até o restaurante Jangadas onde o bom papo, um peixe excelente e os Dodges predominaram nas mesas. Ao final um outro grande dia para ser para sempre guardado na caixinha das boas lembranças.
rara D-100 cabine dupla
interior clean D 100
grade de R/T 1972
Encontrei pela estrada, tanto na ida como na volta alguns amigos que iam a outro encontro com seus clássicos VWs.
lendário Gol GT
"Itamar" com 3000 Km, rodas Fuchs
O Bel Air voltou rodando liso e cheio de apetite, tamanha era sede (e o peso do pé do Tico) que nos deixou sem gasolina na Rodovia dos Bandeirantes, mas fomos rapidamente resgatados. Por fim, chegamos todos bem.
Além da sessão de fotos, oo final do post coloquei o link dos videos que rodei com o iPhone.
relógio analógico, um charme dos anos 50
"bicudinhos" linha 79 / 80
meio teto de vinil, chamado Las Vegas, exclusivo no R/T 1978
Dart e Charger
Chargers americano e nacional
melhor deixar passar!
Dart 78 e Cherokee SRT
Dart 1977 Sedan
Dart coupe bandido
Charger R/T 1975
"novaiorquinho"
lindo Chrysler New Yorquer
New Yorker, capota de vinil
vanguarda em 1966
NY: sedan 4 portas sem coluna
CB 500 Four
Dodge Charger americano 1972
rabetas à sombra
raro R/T 72
Magnum
compreenda o significado de "muscle car"
Dodge Charger
Sedans
volante Walrod na wagon
embaixo do console não há cooler
Dodge 100 1966
volante na direita
HEMI 6
D 100 americana com 2 tanques de gasolina
Australian Valiant
HEMI 6
Dodge Charger R/T 1973
na cor vermelho índio
trinca de R/Ts 71
mais um R/T 1971
Australian Dodge - HEMI 6
Chargers nacionais 1973, LS e R/T, capas da 4Rodas de época, lembra?
raro Charger R/T 1972 vermelho xavante
Charger LS 1971
Dart GT americano cabrio 1967
rabeta do Dart 67
Dart Sedan 1970
mais um raro Charger R/T 1971
outra mosca branca, Charger R/T 1972
Charger R/T 1974
Darts Sedan
Charger R/T 1977
Charger R/T 1978
Chargers R/Ts 1979
Dart coupe 1981
Le Baron
R/Ts 79 duas cores, no meio o famoso "pudim"
Chargers de última safra
R/T 79 duas cores ao lado do R/T 80 uma só cor
Esplanada GTX
interior do GTX, alavanca atrasa ou adianta o ponto do motor
Esplanadas
Dart Hang 10 - visual surfer anos 70
Dart Hang 10
Dart Hang 10
Super Coupe
Super Coupe fabricado 3/1978
Super Coupe customizado 5/1978
Dart slant 6 - americano
Magnum
Dart Swinger
Dart Swinger
Dart Swinger americano
Duster
Plymouth Duster 1979
Duster
Duster
Duster: opera window, usada também nos "nossos" R/Ts 79
Muito cheiro de gasolina e borracha queimada no último Domingo dia 1/12/13. Programa eminentemente masculino pela definição de minha esposa, que ficou na casa da sua mãe com as crianças. Se bem que tinham algumas heróicas esposas e namoradas acompanhando seus respectivos "pilotos", bem como uma família bem peculiar onde mãe e filho aceleraram lado a lado seus respectivos Camaros preparados (no video notem o Camaro amarelo 70s dirigido pelo filho, contra o vermelho Iroc 90s dirigido pela mãe). All in all, um dia memorável!
Primeiro lugar agradeço aos organizadores, em especial do Rodrigo que fez o convite para participar do encontro. Vale explicar o conceito, é um encontro de carros clássicos e antigos, com o bônus de acelerá-los em uma pista de arrancada de 201m, ou 1/8 de milha. O bacana é que não se trata de um campeonato de arrancada profissional, mas sim um evento amador onde carros originais (ou "quase"), que chegam e voltam rodando como o meu Dodge, são bem-vindos e podem brincar.
O nome do evento já diz tudo, DODGE & CIA, leia-se traga seu Dodjão, Maverick e Opala, para reviver hoje a rivalidade das décadas de 70 e 80, onde estas "barcas" reinavam nas ruas deste Brasil. Todos os clássicos de motorzão são bem-vindos, além dos citados tinham várias Caravans 6cc, Camaros, um lindo Plymouth big block, uma BMW M5 V8 e tantos outros, sendo vetada a participação de carros com menos de 6 canecos.
Tinham sim carros com forte preparação de pista, pneus slick, gaiola, turbo e que chegavam em seus respectivos reboques. Só que eles acabavam por alinhar entre si e faziam a alegria do público com os burnouts e aceleradas. Havia também carros no "meio do caminho", explico visual de carro de rua, pneus radiais, mas que escondiam muita preparação embaixo do capô. Assim, era sempre um surpresa ver um carro destes desafiando, e por ora ganhando, dos carrões de competição.
Até Artur Nogueira são aproximadamente 150 Km de estrada boa, o dia estava nublado e prometia chuva, mas São Pedro é Dodjeiro e não caiu uma só gota o dia todo em meu trajeto. Fui sozinho rodando de Charger, que já é um prazer enorme, e chegando lá encontrei tantos amigos e camaradas que me faltaria espaço e memória para lembrar todos os nomes. Entre os carros eu lembro do Charger LS 72 do Evandro com motor de Cherokee, o forte Dart caracterizado americano do Olésio, Dart 73 original do André, Gran Sedan vermelho, Dart amarelo de Campinas ... entre outros!
Preciso confessar que eu nunca havia acelerado em uma pista de arrancada, foi a primeira vez minha e do Prata Monterrey. Posso dizer que a adrenalina é grande considerando que o percorremos os 201 metros em pouco mais de 10 ora 11 segundos, com uma velocidade final entre 120 e 130 Km/h. Parece pouco, mas veja no video que é emocionante.
foto: Renato Braghetto
Quem conhece meu carro, sabe que ele é todo original, possuía ainda o carburador original DFV até alguns meses atrás (hoje ostenta um Quadrijet Holley, qualquer hora faço um post sobre isso). Com o agravante do câmbio automático original, que faz a troca bem suave!
Com essas características eu tinha certeza que iria apanhar feio dos carros ali presentes. E foi o que aconteceu! Qual foi minha surpresa ao saltar na frente de alguns dos carros, andar junto com opalas fortes e até ganhei duas puxadas. Nada mal para a dupla de estreantes.
assista o video:
Claro que o objetivo do dia nunca foi ganhar nada, mas sim passar um dia memorável entre carros e amigos. E foi exatamente assim, um dia para ser guardado na caixinha de boas lembranças.
Por fim ainda voltamos em uma bela carreata de Dodges rumo à Metrópole.
* as fotos e videos são meus, com exceção das gentilmente emprestadas pelo Renato Braghetto e pelo André Monc devidamente identificadas